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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Aledá

O Aledá, no Templo, é a parte posterior da Pira, onde mestres e ninfas fazem entrega das forças por eles trazidas da Estrela Candente e  do Quadrante, e é onde Pai Seta Branca incorpora para dar sua bênção. Ali fica o comando do trabalho do Leito Magnético. Também é no Aledá que se fazem outras consagrações, tais como Elevação de Espadas e de Centúria e os Casamentos. O cortejo da Cruz do Caminho por ali passa, e a Divina é coberta com o véu e recebe as atacas, passando a receber a projeção de Mãe Yemanjá.
É, também, Aledá um ponto de concentração e cruzamento de forças, onde o Jaguar manipula as energias de que dispõe, e corresponde a um altar. No Aledá o Jaguar recebe as  forças de seu Povo, de seu
Ministro, de sua Princesa, de seu Cavaleiro e, se for  uma ninfa, de sua Guia Missionária e de sua falange missionária. No Aledá foram feitos os velórios de Tia Neiva (14 e 15 de novembro de 1985) e do Trino Arakém, Mestre Nestor (2 e 3 de outubro de 2004 – foto abaixo).
O Aledá é o ponto de encontro com a Espiritualidade, como se transmitisse, para si e para o seu lar, o poder de uma cassandra (*). Pela sintonia e harmonia, o Jaguar forma o seu Aledá emitindo, nos horários precisos - 12, 15 e 18 horas:
O SENHOR TEM O SEU TEMPLO EM MEU ÍNTIMO! NENHUM PODER É DEMASIADO AO PODER DINÂMICO DO MEU ESPÍRITO! O AMOR E A CHAMA BRANCA DA VIDA RESIDEM EM MIM!
Aplicando esta chave, recebe toda a energia que merece, projetada pela Amacê da Estrela Candente (*), mantendo-o como um Sétimo do Reino Central.
Para o Aledá em seu lar, deve escolher  local tranqüilo, fora de um dormitório, onde o mestre ou a ninfa possa se concentrar e trabalhar quando  necessário.
Pela grande concentração de forças que pode alcançar em seu Aledá, o Jaguar pode fazer manipulações de energia em seu próprio benefício ou de irmãos encarnados ou desencarnados, inclusive fluidificar a água.
Todavia, o primeiro e principal Aledá deve ser erguido no coração do Jaguar, com amor, humildade e conduta doutrinária (*), para que possa ter condições de manipular eficazmente todo o poderoso feixe de energias que a Espiritualidade coloca a seu dispor, para atender na Lei do Auxílio.
No Aledá pode-se fazer o ponto de força  conforme explicação de Koatay 108: “Ponha uma toalha branca em uma mesa, acenda uma vela, ponha um copo de água , seu talismã, sua cruz e um pequeno defumador. Faça a Prece de Simiromba, sentindo com amor a presença dos Mentores e, em Jesus, processe a sua cura, a cura desobsessiva.(...) Se coloque neste pequeno ritual e faça sua cura. Se um Preto Velho quiser baixar, poderá fazer o seu Aledá. Agradeça a Deus, com amor!” (Tia Neiva, 13.10.83)
“Se eu tiver - EU - 7 Raios na Linha de Koatay 108, em minha linha decrescente autorizada, crio, aos poucos, a minha estação, o QUE É MEU, o que cabe, por Deus, aos meus esforços, ao meu amor, ao meu plexo em harmonia. Isto é o meu pequeno ALEDÁ, que servirá aos meus dependentes num mesmo conjunto de forças.
Um só Aledá, de pequenas estações, na proporção do meu amor e na harmonia dos três reinos de minha natureza, que é o meu SOL INTERIOR. Na conjunção de um Adjunto, vou também emitindo e edificando a minha estação, o meu Aledá.
Por que - podem perguntar - somente um Adjunto consagrado em seu povo decrescente? Porque somente um povo decrescente consagrado em uma força  poderá emitir a sua energia no que É SEU! Digo, no posto, na legião originalizada, na amplidão do que é seu, o seu Aledá, o seu Terceiro Sétimo.” (Tia Neiva, 9.10.79)

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Ego


EGO, em latim, significa eu (*) mas, com o crescimento da Ciência, passou a denominar a nossa personalidade, o conjunto de conhecimentos de si mesmo pelo próprio indivíduo, o núcleo central do sujeito a que se referem as vivências e os atos, agindo como mediador intermediário entre as pulsões instintivas do id e as interdições imperativas do super-ego.
O ego concentra a absorção do conhecimento dos estímulos e sensações do mundo exterior, inclusive os que interferem na formação da personalidade, desde o período pré-natal do indivíduo, no lar e no mundo, o que determina uma série de situações de gravidade variável, na forma de pensar e agir das pessoas.
Com variado sistema de seleção e controle, o ego equilibra o fluxo de desejos e exigências provenientes do id, situação que determina diversos distúrbios psicológicos e emocionais, gerando sofrimento e desequilíbrios.
Quando desencarnamos, o ego fica impregnado na matéria, e com ela se decompõe, retornando suas energias à natureza terrena.
(VEJA: EU)

Ectoplasma


Cada célula do ser vivo contém imensa variedade de características vitais e vibracionais, organizacionais no todo ou em partes específicas, que dependem das condições física, mental e vibracional do indivíduo.
O citoplasma corresponde à massa da célula, excluído o núcleo e a membrana, e é a região da célula onde se realiza a maioria das sínteses e das degradações bioquímicas que são próprias da atividade celular. É constituído por uma matriz com certa fluidez, percorrida por correntes líquidas que transportam lentamente várias categorias de inclusões celulares, sendo sua superfície exterior denominada ectoplasma.
Com o desenvolvimento dos estudos do Espiritualismo e da Parapsicologia, foi identificado um fenômeno de variadas intensidades que é desprendido pelo médium, de forma visível, e que é utilizado para diversas manifestações fenomênicas, que vão desde as mais simples até às materializações. Por entenderem que havia semelhança com as funções exercidas no citoplasma, essa ocorrência foi denominada como ectoplasma - ou fluído magnético animal.
O ectoplasma é produzido no organismo, sendo variável em teor, em qualidade e volume conforme as condições proporcionadas pelo indivíduo segundo as metas cármicas ou programas do seu espírito na Terra. É universal, porque todas as pessoas - espíritos encarnados - o produzem, constituindo-se na base do padrão vibratório e da manifestação mediúnica. Podemos até mesmo dizer que a finalidade principal da missão do espírito encarnado é a de fornecer, da forma mais purificada possível, o ectoplasma animal para uso da Espiritualidade.
Isso é conseqüência natural da evolução de cada um de nós. Renascemos para nos corrigir, para buscar ampliação dos nossos conhecimentos, para equilibrar nossos sentimentos e para aprendermos a caminhar nos caminhos do Bem. Dependendo das nossas condições vibracionais, vamos emitindo nosso ectoplasma de forma cada vez melhor, mais refinado e ativo.
Todos nós, encarnados, em determinada fase de nossas vidas, após termos completado o desenvolvimento físico, chegamos à necessidade de aprimorar nossa capacidade de produção ectoplasmática. É uma fase marcada pela inquietação, desassossego, pelos questionamentos, interrogações, as dores, as irrealizações, as insatisfações e as dúvidas. O maior ou menor grau desses inconvenientes variam de pessoa para pessoa, de acordo com suas condições para gerar ectoplasma e, com o progressivo desenvolvimento mediúnico, conseguem alcançar um nível de equilíbrio satisfatório.
Na atualidade encontramos essa situação até mesmo em crianças, o que indica a atenção que devemos ter na avaliação dos fenômenos mediúnicos para evitar muitos sofrimentos desnecessários.
 De acordo com sua carga natural, dependendo das condições de seu Sol Interior, o ectolítero proporciona ectolítrio em natureza e níveis variáveis, influenciando a ectopia, a emissão do ectoplasma.
Quando equilibrado o Sol Interior, o médium tem plena capacidade de emitir seu ectoplasma portador de várias energias benéficas, seja um Apará ou um Doutrinador, sentindo-se realizado em sua jornada.
No caso de uma incorporação, as entidades manipulam o ectoplasma  do Apará, que vai permitir a presença de um espírito – de Luz ou sofredor – de acordo com a natureza do ectoplasma animal emitido pelo médium. Essa condição que determina a maior ou menor facilidade de manipulação das entidades, da sua expressão e da manifestação de sua hierarquia. Verificamos isso nas muitas situações em que vemos Aparás simples, modestos, com vida material difícil, tendo a manifestação de uma entidade de elevada hierarquia. E é esse também o motivo da necessidade das culturas de ninfas e mestres para a incorporação de Pai Seta Branca ou de um Ministro, quando se processa o refinamento do ectoplasma por eles produzido.
Quanto ao Doutrinador, ele emite seu ectoplasma animal enquanto faz sua doutrina para um sofredor ou um cobrador, também quando participa de um trabalho, em qualquer posição, sempre de acordo com sua situação vibracional, colaborando com as forças da Espiritualidade nos diferentes níveis das manipulações.
Esse fator do ectoplasma explica o que Tia Neiva nos disse sobre a força dos nossos trabalhos. Quando nos afirmou que Deus não pára a guerra mas que a Cabala pode parar uma guerra, esclareceu que somente com o ectoplasma animal que nossa participação, em uma Unificação, levaria à Cabala, a Espiritualidade teria como agir em benefício de um conflito. E isso foi comprovado em várias crises internacionais, como na Guerra das Malvinas e, mais recentemente, no confronto do Líbano com Israel, em que a paz foi feita em seguida a uma Unificação realizada por nós, Jaguares.
Também, no caso recente da queda do avião em que morreram 154 pessoas, a Espiritualidade pediu que fizéssemos um trabalho para ajudar aqueles espíritos que, ainda atordoados pelo súbito desencarne, estavam presos naquele local amplamente divulgado pela mídia. Aproveitamos uma Contagem no Templo, num sábado, e com a emissão conjunta dos numerosos médiuns, orientados para aquela situação, forneceu-se o magnético animal que a Espiritualidade precisou para aqueles encaminhamentos. 
Como fator de equilíbrio da energia mediúnica, o ectoplasma precisa ser sempre renovado. E isso se consegue pela atividade na Lei do Auxílio. Aquele que não dá vazão à carga ectoplasmática, tanto pela não integração em qualquer linha de trabalho espiritual, pela não aceitação de usar sua capacidade mediúnica, como também aquele que se afasta do trabalho mediúnico por muito tempo, fica sujeito ao acúmulo desta energia, gerando desequilíbrios e sérias insatisfações, bem como distúrbios neurológicos e doenças físicas graves.
Pelo trabalho no Sistema Crístico, o médium mantém o equilíbrio de sua concentração ectoplasmática e supera muitos problemas que seu programa cármico lhe reservaria.
A maioria das religiões, através de seus rituais, oferecem condições para a emissão do ectoplasma, mas em pequenas quantidades por força de dogmas e preconceitos que abafam a maior parte das manifestações individuais.
Assim, aquela que seria uma via de vazão para a energia mediúnica se transforma em outro fator de frustração para o médium de média a alta capacidade de produção de ectoplasma.
Tudo isso decorre da confusão que se faz entre a alma transitória e o espírito transcendental, o que não ocorre na Doutrina do Amanhecer. Aqui apenas é adotado o desenvolvimento natural da capacidade mediúnica de cada um, proporcionando-lhe condições para que possa controlar suas forças e energias, disciplinado-as suavemente para que possam fluir pelos canais próprios, beneficiando o médium, trazendo-lhe tranqüilidade e paz, e, o que é mais importante, o conhecimento de todo este complexo sistema, sensível à percepção sensorial e extrasensorial.
Aprendendo a manipular e a refinar seu ectoplasma, o médium se purifica, se ilumina, se torna mais sutil e, pela maior vibracidade, vai alcançando mais fina sintonia com os planos espirituais, tornando sua alma mais receptiva às influências de seu espírito. A purificação de sua energia mediúnica abre, pela ação do ectolítrio, a sua percepção e proporciona o melhor funcionamento dos chakras.
O ectoplasma é o portador das energias emitidas pelo médium. Não é o seu canal de vibrações, mas sim das energias e forças efetivamente produzidas de acordo com as condições do Sol Interior do médium.
Tem que ser permanentemente aperfeiçoado, e por isso o cuidado que temos com o médium em desenvolvimento. Na sua primeira fase, em que se identifica sua mediunidade – se é um Apará ou um Doutrinador – ele vai sendo preparado para seu Emplacamento, após o qual poderá trabalhar numa Mesa Evangélica ou em um Trono, isto é, num local onde vai lidar com apenas um espírito e cada vez; faz suas aulas para a Iniciação, onde aprende a depurar seu ectoplasma, e recebe, na consagração, força extra-cósmica que vai permitir sua presença em todos os outros trabalhos do Templo; consagrado na Elevação de Espada, já está apto a todos os Sandays e à Estrela Candente, onde poderá aplicar plenamente seu potencial ectoplasmático. Vale chamar a atenção para o Trono Milenar, onde é necessário e até mesmo vital que os médiuns estejam plenamente conscientes de sua refinada ectopia, pois muito lhe será exigido pela entidade de alta hierarquia do Vale das Sobras com que irão se confrontar.
Esse potencial é, também, ampliado pelas consagrações que recebe em sua jornada na Doutrina, de acordo com a preparação recebida nos diversos cursos. Assim, consagrado Centurião, um mestre aumenta a qualidade da sua capacidade de ectopia, e essa escala é crescente acompanhando sua trajetória, até chegar a Arcano, quando já tem condições para ampla atuação em qualquer trabalho. Vale lembrar que, pela própria ação da personalidade, existem muitas consagrações feitas no plano físico, material, que não recebem sua correspondência no plano espiritual, e isso pode acarretar sérias conseqüências para a individualidade, uma vez que, na verdade, aquele médium não tem condições de emitir seu ectoplasma correspondendo àquela posição em que se colocou.
Uma atenção especial deve ter um Presidente de Templo do Amanhecer, levando conscientemente em conta as condições locais do Templo, dos seus componentes e preocupando-se com seu próprio potencial magnético animal, tendo em mente que não pode se deixar levar pela prepotência nem arrogância, buscando sempre ser exemplo de serenidade, paz e harmonia para aqueles que o seguem, a fim de aperfeiçoar, em todos, a qualidade do ectoplasma animal que irão emitir.

  • “Venho demonstrando - e tenho certeza de havê-lo feito rigorosamente - a evolução da força, desde a polarização que produz às afinidades, congregadas e transfundidas, que constituem a força vital ou biogênica, que se desdobra ao assumir sua atividade na motricidade da sensitividade, cuja força cria no reino vegetal, fortalecendo o reino animal, e que também manipula o ectolítero para ectolítrio, energia que, depois de manipulada, se desprende do plexo e se faz ectoplasma.
O ectoplasma é uma energia fluídica, de corpos fluídicos que podem materializar e só se ilumina pela concentração ou pelo ritual qualquer do condutor.” (Tia Neiva, s/d)

Ectopia


Ectopia é a emissão de ectoplasma. O ectolítero emite o ectolítrio, que vai acionar o chakra laríngeo (*), permitindo que seja feita, melo médium, a emissão do ectoplasma animal. Essa emissão, assim, depende diretamente das condições proporcionadas pelo médium, de acordo com a harmonia e o equilíbrio de seu Sol Interior e pelas vibrações de sua mente.

Ecolítrio


Ectolítrio é a energia que se forma no ectolítero, desprende-se do Sol Interior (*) e faz uma trajetória muito rápida, mas intensa, por todos os principais chakras (*), energizando-os e emitindo o padrão vibratório da pessoa. É uma espécie de Kundalini (*), só que não fica adormecida e, sim, em permanente ação, porém tendo sua natureza e intensidade dependendo do equilíbrio e energização do Sol Interior.
 

Ecolítero

O ectolítero é uma membrana energética que envolve e separa as três esferas do Sol Interior (*) e onde tem origem o ectolítrio. Quando a pessoa desencarna, o ectolítero permanece com as energias resultantes das ações que foram praticadas por aquele espírito enquanto encarnado, contendo o charme (*).

Echê

A ninfa prisioneira usa um arranjo para os cabelos, feito com flores montadas em dois pedaços de organza, sendo um da cor da capa, e é colocado no lado esquerdo da cabeça, tanto para a ninfa Lua como a Sol. Após passar pela representante da Condessa, as ninfas tiram seu echê, mas não devem se desfazer dele, deixando-o aos pés de Pai Seta Branca, como comumente fazem. Devem, sim, guardá-lo para ser usado em outras prisões, assim como sua indumentária.

Castelo do Silêncio


Castelo do Silêncio é onde se concentra grande energia cósmica - prana (*) -, que vai reforçar o plexo do médium, dando-lhe condições plenas para o trabalho. Ali agem, também, poderosas forças desobsessivas que limpam a aura do médium para que ele se harmonize e se equilibre. É um verdadeiro banho de energia que o médium recebe e, por isso, deve estar em perfeita sintonia com seus Mentores, buscando sua paz interior.
Após fazer a sua preparação na Pira, ou desejando se preparar para a realização de algum trabalho, o médium se dirige ao Castelo do Silêncio. Ao entrar, o médium se anodiza servindo-se do sal e do perfume. Vai sentar e faz sua mentalização, dizendo mentalmente:
“SENHOR: FAZE DE MIM SEGUNDO A TUA SANTA VONTADE!” 
Busca sua intuição para os trabalhos que pretenda realizar, permanecendo ali por, no mínimo, três minutos.
Pela Lei, naquele recinto não é permitido a ninguém fazer preleções, chamadas ou mesmo dizer o que o médium deve fazer, exceto na concentração das ninfas que vão incorporar o Pai Seta Branca no dia da Bênção no Templo-Mãe, ocasião em que uma rápida explicação e preparação para o cortejo ali é feita.
Ali se faz, também, a concentração para a formação da Cruz do Caminho, dentro do maior silêncio e harmonia, e dali partem o ritual do Oráculo e as missionárias que irão receber os mestres e ninfas que chegam da Estrela Candente para entregar a energia.
Neste Castelo pode entrar alguém que esteja sem uniforme ou indumentária, mas que deseje o seu silêncio.
Em 2003, o Castelo do Silêncio foi reformado, ampliando sua capacidade e recebendo uma obra do Mestre Villela, retratando Nossa Senhora Apará.

Castelo do Doutrinador

O Castelo do Doutrinador tem várias utilizações, nele sendo feitas reuniões, aulas e, especialmente, a cultura de Aparás para a incorporação de Pai Seta Branca. Para ele devem ser conduzidos médiuns que precisem de um atendimento especial, para não perturbar os setores de trabalho. Nele se concentram, antes da abertura dos trabalhos, com os Orixás do dia, aqueles que vão comandar os diversos setores, dali partindo em conjunto para a Pira. Também a concentração dos médiuns que vão fazer a Elevação de Espadas é feita no Castelo do Doutrinador.

Cassuto


Energia de recuperação do plexo físico dos pacientes e médiuns que estão na Estrela Candente (*). Atua em conjunto com Muruã e Catuso, fazendo a recuperação do Sol Interior dos médiuns que ali se encontram.

Cassandra



  1. CASSANDRA ou Estufa é um ponto de captação de energia, dentro do Templo, onde se localiza um ponto de força dos Trinos, dos Adjuntos ou das Falanges Missionárias. Mestres e ninfas podem se sentar e se concentrar na cassandra de seus respectivos Adjuntos.
Segundo Tia Neiva, os Ministros pediram que ela providenciasse um local para que cada um deles pudesse emitir sua força, uma vez que elas estavam sendo dispersas pela Corrente Mestra. Assim, foram feitas para cada um dos Adjuntos Arcanos, no Templo-Mãe.
Na cassandra se projeta poderosa energia daquele Ministro de Deus (é o RADAR do Ministro) ou da Princesa da falange missionária, conjugada com Simiromba e Obatalá, que pode ser manipulada, ali sendo mentalizados locais ou pessoas, problemas físicos ou espirituais, para receberem os benefícios daquela energia grandiosa.
Na cassandra dos Ministros, o mestre e a ninfa, com qualquer indumentária, não só se beneficiam com sua revitalização energética como reforçam a energia que está sendo manipulada no Templo, ficando à mercê das forças do Ministro, de honra e guarda, recebendo a força direta e outros tipos de forças que são distribuídas no Templo e alcançando lugares e pessoas que sejam mentalizados. Por isso, não deve haver comunicação, conversas, com quem está na Cassandra. Pode, sim, um Arcano convidar a presença do seu Ministro na sua Cassandra.  Um mestre deve sentar com uma ninfa, mas ao Adjunto Arcano é permitido sentar-se sozinho ou com um convidado, que pode até ser alguém sem uniforme, para receber a emissão da força do Ministro.
Para as cassandras das missionárias não existe uma lei específica, como para as dos Adjuntos. Para ocupar a cassandra da Falange Missionária a ninfa deve estar exclusivamente com sua indumentária da falange missionária, não sendo permitida sua entrada na cassandra com qualquer outro uniforme, nem mesmo de Prisioneira. Tanto ao entrar como ao sair, a ninfa, de pé, abre seu plexo e emite:
MEU SENHOR E MEU DEUS!
A MINHA MISSÃO É O MEU SACERDÓCIO!
Enquanto estiver na cassandra, potente emissor de forças, a ninfa deve se manter em harmonia, tranqüila, não podendo falar nem gesticular. A incorporação é facultativa, quando se tratar de uma Contagem. Ao entrar na cassandra deve pedir ao Recepcionista que evite que pessoas fiquem encostadas na cassandra. Deve aproveitar para levar aquela força a quem precisar, mentalizando calmamente a quem pretende beneficiar.
Você já viu o Sol refletindo num espelho e viu que podemos levar seu reflexo onde quer que queiramos pela movimentação do espelho. Na cassandra, sua mente age como espelho, refletindo toda aquela energia poderosa onde quer que a leve pelo poder da sua concentração. Inclusive para você mesma, que pode mentalizar seu corpo ou seus órgãos.
Embora seja permanente a projeção de forças da cassandra, só se deve ocupá-la quando estiver sendo realizado algum trabalho no Templo. Um momento em que há maior concentração de forças – e que deve ser aproveitado – é quando estão sendo entregues as energias da Estrela Candente, na entrada da Escalada.

2) CASSANDRA é uma nave espacial etérica que, todos os dias, ao por do Sol, conduz os espíritos que se libertaram da Terra.

  • "As cassandras ou estufas são ocupadas pelos Adjuntos. O Adjunto é senhor de sua cassandra e poderá colocar junto a ele quem lhe aprouver. Somente o 7º Raio autorizado poderá sentar-se na sua estufa. O Adjunto poderá sentar com sua escrava, como digo acima, porém um 7º, mesmo autorizado, não poderá sentar com a sua escrava, porque, falando de um 7º, falamos de um comando como o sentimos e as ninfas não são autorizadas, pelo nosso Pai Seta Branca, para comandarem.
As ninfas do Vale do Amanhecer carregam sua função na linha de "Amor Ternura", que traduzimos a invocação para o complemento de forças nas aberturas.
As cassandras só serão ocupadas pelos Adjuntos se o seu Mestre estiver no Templo ou em missão direta nos Templos do Amanhecer. O seu 7º, no caso, poderá autorizar o seu 6º Raio para substituí-lo. Outrossim, neste caso, chamamos HONRA E GUARDA. Naturalmente, este turno é demorado, o Mestre viajou, por conseguinte, ele deve mudar, porém, na mesma seqüência do seu 7º, obedecendo à força do seu 7º Raio, que é uma força decrescente.
Como força decrescente, o 6º Raio poderá sentar-se ao lado de sua escrava. O 6º Raio não se trata de uma força de comando e, sim, Força Giratória. O 7º Raio é força decrescente de comando. Giratória chamamos força em movimento decrescente.
(Tia Neiva, 18.2.79)

  • “O Quinto Yurê Vancares ou Cautanenses, após receber a instrução de sua Estrela, terá a força necessária e precisa para certos comandos.
No entanto, um Quinto Yurê ou Mestre Lua não pode sentar sozinho numa Cassandra, porque ele entra nas Sete Linhas de Olorum e vai formando a sua vibração fluídica, podendo, assim, atrapalhar todo o comando de um Trabalho Oficial.” (Tia Neiva, 21.8.83)

    Casas Transitórias



    Casas Transitórias são lugares especiais, no plano etérico, para atendimento aos espíritos encarnados na Terra e sua inter-relação com os desencarnados. Elas projetam os Sandays e são presididas pelos Oráculos.
    Existem vários tipos de Casas Transitórias, que atendem aos diversos planos vibracionais dos vários grupamentos espirituais, ministrando instruções, atendimento a doentes, especialmente mentais, e outros tipos de auxílio. 
    Quando ainda estava no Tibete, Jesus estabeleceu as Casas Transitórias, verdadeiras estações espaciais que incluem o Canal Vermelho (*), o primeiro degrau celestial, um mundo etérico que recebe os espíritos da Terra e onde esses espíritos passam pelos diversos estágios que necessitam para sua progressão, compreendendo as várias fases que vão desde a recepção após deixarem Pedra Branca (*), quando desencarnaram, até a nova programação para seu reencarne, passando pelos muitos estágios de recuperação.
    Para as Casas Transitórias de deslocam, na maioria dos casos por desdobramento, os espíritos que vão ser atendidos ou os que vão trabalhar, mas geralmente não se guarda nada na memória, ao retornar ao corpo, ficando uma vaga lembrança ou um simples sonho.
    Em “2000 - A Conjunção de Dois Planos”, Tia Neiva descreve sua visita a uma Casa Transitória: a chalana pousou suavemente numa espécie de plataforma iluminada e ela e Johnson Plata passaram por um longo corredor, indo sair em um parque de árvores simétricas com flores que pareciam ser de plástico, nas quais estavam pendurados medalhões com inscrições que ela não conseguia ler, tudo iluminado pelo luar. Podia ouvir um som agradável, um zumbido melodioso que não chegava a ser uma música, pairando no ar.
    Um grande prédio ali se erguia e Johnson explicou à Tia que aquele era um dos hospitais de recuperação da Casa Transitória e, apontando mais além, onde havia um grande pátio com muitas naves em feitio de charuto, com grandes janelas com luz amarelada, também um ponto de partida para Capela. Com movimento comparado ao de qualquer aeroporto da Terra, Tia Neiva podia ver seres subindo e descendo pelas rampas de acesso às naves.

    Casamento



    O casamento ou matrimônio é o sacramento que traz a bênção divina à união entre duas pessoas que desejam estabelecer um lar, legitimizar sua prole, satisfazer sua inclinação afetiva, sendo o complemento espiritual do ato jurídico. Por ser um sacramento, o casamento dá ao amor dos cônjuges uma profunda condição sobrenatural, deixando de ser um mero equilíbrio no campo humano para ser uma co-realização do amor espiritual, recebido diretamente do Cristo, através da bênção do Ministro Acapu, para a sociedade e para os companheiros.
    Tia Neiva sempre nos disse que o casamento, base da família, deve sempre ser encarado como coisa muito séria.
    Nos primeiros escritos da Bíblia, em Gênesis, vamos encontrar:
    1,27-28: Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. E Deus os abençoou e lhes disse: “Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a Terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, e sobre todo animal que rasteja pela terra!”
    2,24: Por isso deixa o homem pai e mãe, e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.
    O amor conjugal é, antes de tudo, um amor plenamente humano, isto é, sensível e espiritual, ato do livre arbítrio, destinado não só a manter-se mas, também, a crescer continuamente, mediante as alegrias e as dores, as dificuldades da vida cotidiana, proporcionando ao homem e à mulher a superação das  passagens cármicas, pensando e agindo como uma só alma e um só coração, em busca da perfeição humana.
              Vemos, no Antigo Testamento, que os patriarcas e as suas contemporâneas sociedades são dominados pela idéia da fecundidade dos casais, com suas vidas conjugais subordinadas à procriação. A esterilidade era um castigo divino e nem a mais delicada ternura conjugal podia consolar o drama de uma mulher estéril. O que caracterizam os velhos textos é o símbolo do matrimônio para a união de Deus com o povo escolhido, priorizando o amor conjugal.
    Através da História da Humanidade, em seus vários segmentos, tanto orientais como ocidentais, podemos acompanhar que a idéia do matrimônio se baseia, de modo geral, na bondade previdente, na benevolência ativa, na bela ternura misericordiosa de Deus para aqueles que O escolhem para dirigir suas vidas, com a união de homem e mulher feita pelo elo divino do casamento.
    É nas Escrituras que encontramos variadas citações sobre o casamento – ou as bodas – de Deus com a Igreja, com povos e até mesmo com cidades. Isso nos mostra a profundidade dessa união espiritual. Isso caracteriza no casamento o sentido geral do vínculo matrimonial, ou seja, a íntima união do homem com a mulher tal como Deus a quis desde o princípio, constituindo-se num símbolo religioso da mais alta importância. Essa significação simbólica, típica e oculta que o matrimônio encerra em si outorga-lhe a sua excelência e dignidade, e dita aos cônjuges os seus mútuos deveres, uma vez que a união do homem e da mulher figura a união de Cristo com a sua Igreja. Esta união é o modelo perfeito a ser imitado pelo enlace dos cônjuges.
    O casamento cria, como todo contrato, um vínculo ou laço entre os cônjuges, que são os contratantes, que gera o vínculo conjugal, a relação estável do homem com a mulher, que se comprometeram, um com o outro, de erigir um lar, de ajudarem-se mutuamente na alegria e na dor, na fortuna e na pobreza, na saúde e na doença, e gerar e educar filhos. São laços morais e jurídicos, dentro de deveres recíprocos, aos quais não podem subtrair-se os cônjuges por sua própria vontade.
    Não pode o homem usar o matrimônio para escravizar uma mulher mas, sim, usá-lo para buscar o bem e a felicidade para ela e para seus filhos. Para isso, tem que reconhecer dificuldades a serem vencidas, principalmente porque a união se faz, na maior parte das vezes, em função das metas cármicas, cujo resgate tem que ser feito com tolerância, muita humildade e insuperável amor, atendendo às metas transcendentais daqueles espíritos que se uniram para a formação de um lar.
    E esse sacramento do matrimônio é indissolúvel. Enquanto sacramento, isto é, celebrado entre o Céu e a Terra, com nobreza de propósito e sinceridade dos sentimentos, só é desfeito pelo desencarne de um dos cônjuges. No Novo Testamento temos uma importante passagem, em que Jesus nos fala da indissolubilidade do sacramento do casamento:
    MATEUS: 19, 3-11: Então, chegaram ao pé dele os fariseus, tentando-o, e dizendo-lhe: “É lícito ao homem repudiar sua mulher por qualquer motivo?” Ele, porém, respondendo, disse-lhes: “Não tendes lido que aquele que os fez no princípio, macho e fêmea os fez?” E disse: “Portanto, deixará o homem pai e mãe, e se unirá à sua mulher, e serão os dois numa só carne? Assim, não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus juntou não o separe o homem!” Disseram-lhe eles: “Então, porque mandou Moisés dar-lhe carta de divórcio e repudiá-la?” E disse-lhes ele: “Moisés, por causa da dureza dos vossos corações, vos permitiu repudiar vossas mulheres; mas, ao princípio, não foi assim! Eu vos digo, porém, que qualquer que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de prostituição, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério.” Disseram-lhe seus discípulos: “Se assim é a condição do homem relativamente à mulher, não convém casar!” Ele, porém, lhes disse: “Nem todos podem receber esta palavra, mas só aqueles a quem foi concedido.”
    A realidade do matrimônio, dentro de suas origens bíblicas e que nos foram reveladas pelos patriarcas e profetas, pelos evangelistas e historiadores, é um sacramento que alia as leis divinas positivas às leis divinas naturais, com o fim primário objetivo da procriação e educação da prole e com o fim secundário da ajuda mútua do homem e da mulher na manutenção mútua de seu equilíbrio moral e físico, na harmonização de suas atividades sexuais e sociais.
    O casamento é um contrato consensual, e da honestidade e pureza daqueles que o vão contratar, vai depender de ser ou não um sacramento, porque a verdade é clara para a Espiritualidade Maior, e só serão abençoados como um sacramento aqueles que tiverem por base o amor verdadeiro e não  interesse de qualquer um dos cônjuges em enganar ou burlar esse contrato.
    Na Doutrina do Amanhecer, o sacramento do matrimônio tem por base o contrato matrimonial, e os noivos recebem as bênçãos do Ministro Acapu quando, na sua individualidade, se dispõe a uma ligação voluntária e pretendida para a consumação de um verdadeiro amor, que tem como fonte suprema os poderes de Deus Pai Todo Poderoso. Essa projeção de força vai ajudar na manutenção dos princípios básicos do novo lar, com proteção de forças extracósmicas, dissolução de cargas negativas de inveja, ciúme e maldade e, o que é mais importante, dando a harmonia e a intuição para problemas surgidos com a marcha cármica do casal, na formação da família, momento em que reencarnam cobradores destruidores da paz naquele lar, e que só poderão ser contidos com a perfeita harmonia e verdadeiro amor do homem e da mulher abençoados pela Espiritualidade Maior.
    (Veja: CASAIS)

                     
                  ALESSANDRA, GENI E TEREZINHA ZELAYA, AS PITONISAS                                                              O ALEDÁ PREPARADO PARA O CASAMENTO

           
           DHARMAN OXINTO CONDUZEM O NOIVO                                                    CASAL DE ANODIZA                                              CASAL VAI PARA O ALEDÁ

            
              A CORTE DOS PRÍNCIPES                                                                O CASAL DESCE DO ALEDÁ                                              A BÊNÇÃO DO MINISTRO ACAPU
    Houve uma seqüência de leis para o ritual do casamento, na versão cigana da cerimônia, que é realizada nos Templos do Amanhecer. São feitas algumas adaptações, até hoje, mas a Lei que se segue é a que constou na coletânea de Leis divulgada em 1983, com assinatura de Koatay 108:

    LEI DO CASAMENTO

    Salve Deus! A união dos ciganos somente será feita após autorização da Clarividente, sendo marcada com os Devas, mediante a apresentação dos documentos referentes ao ato civil.
              Em tempos passados, a tradicional fogueira era o Aledá, onde as forças se entrelaçavam, e ali era realizado o casamento. No Templo, é diante do Aledá que os noivos vão receber a bênção de Pai Seta Branca para a união que se inicia.
              Ao iniciar-se o ritual, a Profetiza (ou quem estiver em seu lugar), que irá anunciar o casamento, já deverá estar no Aledá, juntamente com o Mestre Sacramento e Ninfas Sol, representantes das diversas falanges missionárias. Não é conveniente a presença de prisioneiras no Aledá.
              Duas Madalenas e duas Jaçanãs se posicionam junto aos degraus do Aledá, para receberem a noiva.

    A JORNADA DOS NOIVOS

    A NOIVA: No lado esquerdo da entrada do Templo, forma-se o cortejo, na seguinte ordem: primeiro, as missionárias Muruaicy e, logo atrás, a noiva, junto com seu pai  ou pessoa indicada para o substituir; segundo, os padrinhos da noiva; terceiro, Samaritanas, Nityamas e Magos.

    O NOIVO: Pelo lado direito, forma-se o cortejo com os Príncipes, Dharman Oxinto, o noivo, seus padrinhos, seguidos pelas demais falanges missionárias presentes.

    A JORNADA: Ao som da Marcha Nupcial, os dois cortejos partem e se cruzam diante do Pai Seta Branca. Seguem até a Pira, onde fazem novo cruzamento, e entram na parte evangélica, colocando-se a noiva no final do lado direito da Mesa Evangélica, e o noivo do lado esquerdo, com as missionárias formando alas à frente, e os padrinhos atrás.

    O ANÚNCIO: Quando estão todos em suas posições, deve cessar todo o movimento e parar a música, para que se faça o maior silêncio. A Profetiza faz o anúncio da cerimônia - o Canto do Casamento:


    Ó, Jesus!  Quem Te fala sou eu (faz a emissão)
    Salve Deus, meus irmãos e meus mestres!
    quis a vontade de Deus, este casamento: Mestre (nome do noivo)
    E Ninfa (nome da noiva) vão se casar!
    É a hora bendita, ó meu Deus do Amor!
    É a união dos que se amam e vão se casar!...
    Jesus, Divino e Amado Mestre, consagre este casamento!
    Jesus, abençoa estes que, nos carreiros terrestres,
    Nos laços de um destino cármico, vão se casar,
    Preparar com amor outros espíritos para uma nova evolução!...
    Pedimos, Jesus, que não lhes faltem
    As Pérolas dos Anjos e dos Santos Espíritos!
    Ó, Jesus, eles vão se casar!
    (nome do noivo) e (nome da noiva) vão se casar!
    E os Mantras dos Grandes Iniciados vão lhes casar!
    Eu, nesta hora, de honra e guarda
    De (nome da noiva) e (nome do noivo), exijo a (nome da noiva)
    Que venha se espiritualizar e dar provas a (nome do noivo)
    Do seu amor, afirmando-lhe que será sua fiel companheira
    Nesta jornada final, na alegria e na dor, na pobreza e na riqueza!...
    (emite o Pai Nosso).
      

    A UNIÃO: Após o canto da Profetiza, uma Madalena, levando o manto nupcial, vai até a noiva e volta, seguida pela noiva e seus padrinhos. Ao chegarem na escada do Aledá, a Madalena sobe e a noiva a segue, ficando os padrinhos na parte de baixo. A Madalena entrega o manto à Profetiza, que cobre a noiva. Esta se vira para a parte evangélica e faz a preparação:

                       Senhor, Senhor, faze a minha preparação,
                       Para que, neste instante, possa eu estar Contigo!
                       Salve Deus! Ouvi o que disse nossa Mãe e Profetiza!
                       Salve Deus!

              Colocam-se lado a lado, e fazem a consagração com o vinho. A espada é entregue ao noivo, e iniciam novo cortejo, para o Aledá. A  noiva sobe pelo lado direito e o noivo pelo esquerdo. Os padrinhos aguardam na parte de baixo. Ao chegar diante da Profetiza, faz a elevação da espada, e a entrega à Profetiza. Volta-se para a parte evangélica e faz sua preparação:

                       Senhor, Senhor, faze a minha preparação,
                       Para que, neste instante, possa eu estar Contigo!
                       Salve Deus! Ouvi o que disse nossa Mãe e Profetiza!
                       Salve Deus!

              O Mestre Sacramento (ou um Trino ou um Adjunto Rama 2000 que esteja presente) apresenta ao noivo um Evangelho. O noivo coloca a mão direita sobre o Evangelho e diz:

                       Ouvi o que disse nossa Mãe Profetiza:
                       Será com amor este casamento!

              A seguir, volta-se para a noiva, retira o manto que lhe cobre o rosto, e a beija com suavidade. A Profetiza diz:

                       Deus! Ó, Grande Deus! Multiplique esta união!
                       Abençoa aqueles que, pela vontade de Jesus,
                       Estarão casados na Corrente Indiana do Espaço,
                       Na presença de Mestre Sol e Mestre Lua!
                       Salve Deus!

    A BÊNÇÃO: As falanges seguem em cortejo à frente dos noivos e dos padrinhos, e passam pelo Pai Seta Branca, dirigindo-se para a Cruz do Caminho, onde um Mestre Ajanã, com a Ninfa Sol, os aguarda. Para evitar aglomeração no castelo, somente algumas missionárias devem entrar, postando-se em honra e guarda. Os noivos e os padrinhos entram. O Ajanã incorpora o Mestre Acapu, que pergunta aos noivos:

    Este casamento é da vontade de (nome do noivo) e (nome da noiva)?

    Os noivos respondem: "SIM!"

              Espontaneamente vão se casar? Pergunta o Mestre Acapu.

    Os noivos respondem: "SIM!"

    Então o Mestre Acapu segura as mãos do noivo e da noiva, com as palmas na palma de suas mãos, e as cobre com a ponta do Véu Mântrico (morsa), que está passado em seu pescoço. Passa um ramo de perfume (Anoday), e os padrinhos passam, um a um, colocando a mão direita sobre as mãos dos noivos. O Mestre Acapu pergunta a cada padrinho:

              Poderá testemunhar o que viu e como foi este casamento,
              Em qualquer circunstância de sua vida?

    O padrinho responderá "SIM!" e receberá uma pitada de sal, colocada em sua boca pelo Mestre Acapu. Terminando de passar os padrinhos, o Mestre Acapu se dirige aos noivos:

              Eu vos considero marido e mulher!

    Coloca uma pitada de sal nos lábios da noiva e nos do noivo, e fala:

              Jesus seja o vosso Guia! Ide em paz!

    Beija a mão da noiva e leva a mão do noivo à sua testa.

    O cortejo se desfaz após a desincorporação do Mestre Acapu, e todos cumprimentam os recém-casados.

    OBSERVAÇÃO:  Caso não haja missionária da falange determinada na Lei, outra poderá substituí-la. Mas, absolutamente, será cumprida quando estiverem presentes todas as falanges. No Aledá, após a subida da noiva, coberta pelo manto, poderão ficar algumas missionárias Lua. Salve Deus!

    Com carinho, a Mãe em Cristo, TIA NEIVA        Vale do Amanhecer, 12.10.83

    HINO DO CASAMENTO
    Eis que chegam, passo a passo,
    Com pureza, indo ao altar...
    Eles desejam, ó, Jesus, fidelidade aos Seus pés jurar!

    Como é belo este original de Deus!
    Vibramos com amor, Jesus nos concedeu!
    Salve Deus! Salve Deus!

    Almas que se amam, Jesus vem consagrar,
    Trazendo em seu louvor Hindu Rei e a linda Yemanjá!...
    Chegou... Chegou...